segunda-feira, 31 de março de 2008

J.K. Rowling - a criadora de Harry Potter


Joanne Rowling nasceu em Chipping Sodbury, Gloucestershire, em 31 de Julho de 1965, mas foi com o nome de J.K. Rowling que ela se tornou internacionalmente famosa em 1997 com o lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal, primeiro livro da série de sete que se tornou uma febre mundial.

J.K. se formou em Francês na Universidade de Exeter, e tornou-se professora em 1987. Em 1990, quando completou 25 anos, o personagem que mudaria sua vida, Harry Potter, surgiu em sua cabeça pela primeira vez. Ela estava dentro de um trem na estação Kings Cross, em Manchester. O trem estava com problemas mecânicos, e a viagem acabou atrasando quatro horas.

"Harry estava lá. Os alunos do castelo de Hogwarts estavam lá. A cicatriz de Harry estava lá. Foi muito estranho. Era como se me dessem uma pequena informação, e eu tivesse que correr atrás do resto". É claro que Potter foi o primeiro personagem a surgir: "Harry veio primeiro. Não sabia que era um bruxo, mas como ele não sabia? E, o que é muito estranho, ele tinha aquela marca na testa, mas eu ainda não sabia o que aquilo significava" - explica a autora.

Em 1991, quando estava em um pub, ela pensou como esportes podem unir as pessoas, e criou o quadribol. "Eu me diverti muito criando as regras. Ainda tenho o caderno em que escrevi tudo e fiz os diagramas". Um dia, ela viu num jornal que estavam precisando de professores de inglês em Portugal. Após ter sido aprovada para o cargo, ela foi para a cidade do Porto, onde lecionou seu idioma para pessoas entre 8 e 62 anos. Ela não teve dificuldade em se adaptar ao local, e aproveitava o tempo livre antes das aulas noturnas para colocar no computador tudo que vinha à sua cabeça relacionado a Harry Potter. Foi no Porto também que a escritora conheceu o jornalista português, Jorge Arantes, que é o pai da sua filha Jessica Rowling Arantes, nascida em 1993.

Em 1996, Rowling voltou à faculdade para poder receber a qualificação de professora. Enquanto isso, ela digitava numa velha máquina de escrever as 90 mil palavras de Pedra Filosofal e lecionava francês em um colégio local. Em 1997, após ter sido rejeitado por uma dezena de editoras, a Christopher Little Literary Agency aceitou publicá-lo e o ofereceu à editora Bloomsbury. Porém a editora sugeriu a Joanne que usasse iniciais na capa dos livros de Harry Potter - pensando que alguns rapazes poderiam ter preconceitos em comprar um livro escrito por uma mulher. Como tinha apenas um nome próprio, ela escolheu para segundo nome o nome da sua avó favorita, Kathleen.

Em fevereiro de 2004, Rowling estava listada pela revista Forbes como detentora de uma fortuna de 576 milhões de libras esterlinas, o que faz dela uma bilionária e a primeira pessoa na história que se tornou bilionária por escrever livros. É a mulher mais rica do Reino Unido.

De lá para cá, Rowling escreveu um sucesso atrás do outro, todos ligados a série Harry Potter. Em 16 de julho de 2005 foi lançado o sexto livro da série, com o nome Harry Potter and the Half-Blood Prince. ("Harry Potter e o Enigma do Príncipe"), que dividiu opiniões sobre alguns personagens e levantou a grande questão: será que Rowling poderá matar seu protagonista? A resposta chegará em 21 de julho desse ano, com o lançamento do sétimo e último livro da série, Harry Potter and the Deathly Hallows. A versão brasileira intitulada "Harry Potter e as Relíquias da Morte" chegará às livrarias em 10 de novembro.

segunda-feira, 24 de março de 2008

A PEQUENA SEREIA


A Pequena Sereia era a filha caçula do rei Tritão, era uma sereia diferente das outras cinco irmãs. Era muito quieta, não era difícil vê-la distante e pensativa.
Desde os dez anos, a Pequena Sereia guardava uma estátua de um jovem príncipe que havia encontrado num navio naufragado. Passava às vezes horas contemplando a estátua, que aguçava ainda mais sua vontade de conhecer o mundo da superfície. Porém esse seu desejo só poderia ser realizado quando completasse quinze anos, nessa idade é dada a permissão para as sereias nadarem até a superfície do mar.
Para a Pequena Sereia esse dia especial parecia nunca chegar. Ela acompanhava a cada ano, os quinze anos de cada uma das suas irmãs, ansiosa para que o seu dia chegasse em breve também, e escutava atenta o relato de cada uma delas sobre tudo aquilo que viram.
As irmãs contavam sobre os barulhos da cidade, as luzes, o céu, os pássaros, sobre as pessoas, animais, eram tantas as novidades que só aumentava o desejo da Pequena Sereia de conhecer aquele mundo.
A Pequena Sereia queria ver as cores douradas que surgiam no céu, quando o sol de escondia no horizonte. A chuva, com as nuvens cor de chumbo. Conhecer o arco-íris, as flores, as montanhas, as plantas.
Às vezes as cinco irmãs subiam juntas à superfície para passear, e a Pequena sereia ficava triste em seu quarto, no castelo, sentia uma enorme angústia e uma coisa estranha, parecia ter vontade de chorar, embora as sereias não chorem, pois não têm lágrimas.
Até que o dia tão esperado chegou, o coração da Pequena Sereia saltitava de felicidade. Recebeu de presente da sua avó um colar de pérolas, símbolo da realeza.
A pequena sereia chegou à superfície na hora do pôr–do-sol. O céu estava dourado com nuvens rosadas. Ela ficou maravilhada com o que via.
Ela avistou um grande navio com três mastros e nadou até ele. O céu escureceu e no navio foram acesas centenas de lanternas coloridas. A sereiazinha nadou contornando o navio e, pela escotilha do salão viu pessoas alegres, dançando. Um rapaz em especial, chamou-lhe atenção.
Passadas algumas horas, o vento começou a soprar forte. A lua e as estrelas sumiram do céu e começaram a surgir trovões e relâmpagos.
O mar estava revolto, ondas gigantescas atacavam o navio. Os marujos assustados, retiraram as velas do navio. As pessoas gritavam assustadas. O navio balançava muito, até que uma onda gigantesca o tombou para o lado. A escuridão foi total.
Um raio iluminou o céu e a Pequena Sereia viu pessoas gritando e tentando se salvar nadando.
De repente a sereiazinha viu o príncipe. Ele estava se afogando. Ela sentia que tinha que ajudá-lo. Ela nadou entre os destroços do navio e o alcançou.
O jovem príncipe estava desmaiado. Ela segurou firmemente, mantendo a cabeça dele para fora da água, e flutuou com ele até a tempestade passar.
Ao raiar do sol, a sereiazinha verificou que o príncipe respirava tranqüilamente. Ela ficou aliviada em ver que ele estava bem, ficou tão contente que o beijou. Nadou com ele até uma praia, o dentou na areia e escondeu-se atrás das rochas.
Ela viu que existia algumas casinhas por perto, certamente alguém o encontraria.
Logo uma jovem apareceu na praia e foi caminhando na direção do rapaz. O , que até então, estava desmaiado acordou e sorriu para a moça. A moça correu para buscar ajuda e em pouco tempo o príncipe foi levado ao vilarejo.
A sereiazinha ficou aliviada por ter salvado o jovem, mas ficou triste pois temia não vê-lo novamente.
A Pequena Sereia voltou para o seu castelo no fundo do mar. As irmãs a encontraram triste e quieta. Após longa insistência das irmãs, a sereiazinha contou-lhes toda a sua aventura.
Uma das irmãs sabia quem era o príncipe e sabia que ele morava em um castelo à beira-mar.
As seis sereias nadaram até lá. Esconderam-se atrás de uns rochedos, esperaram até que viram o príncipe e viram que ele estava bem.
A pequena sereia pensava muito no jovem príncipe. Ela daria sua vida para ser humana e encontrar-se com o príncipe nem que fosse só por um dia.
Seu pai, o rei Tritão estava preocupado com a filha, nem as festas no palácio alegravam a jovem sereia. Ela nem cantava mais nas festas, todos adoravam ouvi-la cantar, sua voz era linda.
Numa noite, a Pequena Sereia tomou uma decisão: foi procurar a feiticeira do mar.
A feiticeira é uma bruxa, mora no meio dos redemoinhos, cercada de plantas cheias de espinhos e animais peçonhento e perigosos.
A sereiazinha acreditava que a única pessoa capaz de ajudá-la a transformar-se em humana, seria a feiticeira.
A feiticeira concordou em lhe dar duas pernas, mas a sereiazinha só se tornaria humana se o príncipe se apaixonasse e casasse com ela. Avisou que a sereiazinha sentiria terríveis dores nas pernas par ao resto da vida e nunca mais poderia voltas ao fundo do mar. Caso o príncipe não se apaixonasse por ela e casasse com outra moça, depois da noite do casamento, o primeiro raio de sol transformaria a Pequena Sereia em espuma.
A sereiazinha ficou assustada, mas aceitou correr o risco, pois queria estar com o seu amado.
Em troca dos serviços da feiticeira, a jovem lhe daria a sua voz.
Mesmo assim, a sereiazinha aceitou a proposta, estava decidida a tentar.
A feiticeira deu-lhe um frasco contendo a poção que lhe daria as pernas .Em seguida roubou-lhe a voz.
A sereiazinha não se despediu de ninguém, nadou em direção ao palácio do príncipe. Foi então, que ela tomou a poção dada pela feiticeira. Imediatamente sentiu terríveis dores como se punhais lhe rasgassem a cauda.
A dor foi tamanha que a jovem não agüentou e desmaiou.
Quando amanheceu, a princesa acordou, na praia, ao seu lado estava o príncipe, olhando-a curioso e preocupado.
A sereiazinha percebeu que estava sem roupa, e possuía duas pernas no lugar de sua cauda. Cobriu-se então com seus longos cabelos.
O príncipe quis saber seu nome e o que acontecera. Porém, a jovem não conseguia falar, não tinha mais sua voz.
O príncipe a levou para o palácio, onde foi cuidada e alimentada. A sereiazinha passou a viver feliz naquele lugar ao lado do príncipe. Sofria terríveis dores sempre que andava, era como se algo furasse seus pés. Mas nada era superior a sua felicidade em estar com o seu amado.
Cada dia que passava, o príncipe gostava mais da pequena sereia, As pessoas do palácio também se encantavam com a pequena sereia. Porém o coração do príncipe e seus pensamentos pertenciam à jovem que o encontrara na praia, ele achava que ela o havia salvo.
Um dia a pequena sereia descobriu que o rei planejava casar o príncipe com a filha do rei vizinho. Eles fariam uma viagem de navio para conhecer a futura noiva.
A pequena sereia ficou muito triste, se o príncipe se casasse com outra ela morreria. Ficou cheia de esperança quando o jovem príncipe lhe confidenciou que nãos e casaria com a jovem escolhida pelo seu pai, pois já amava outra moça.
A sereiazinha acompanhou a família real na viagem.
Na hora em que conheceu a futura noiva, o príncipe ficou encantado, era a mesma moça da praia.
A pequena sereia viu que o príncipe estava apaixonado. Naquela mesma noite ele casou-se com a jovem princesa, a moça da praia.
Enquanto todos festejavam, a princesa sofria de tristeza. Foi então para o convés observar o mar. Nesse momento ela viu suas irmãs, todas de cabelos curtos.
Deram seus cabelos à feiticeira em troca de um punhal mágico. A Pequena Sereia precisaria matar seu amado com aquele punhal, antes do amanhecer, assim, poderia voltar a ser sereia e viver no fundo do mar.
A sereiazinha muito triste pegou o punhal, foi até o quarto do príncipe e vendo-o dormindo tranqüilo ao lado da sua esposa, saiu correndo dali.
A sereiazinha tinha um coração bom, e seu amor era verdadeiro, não poderia jamais matar o seu amado. Sendo assim, ela se dirigiu ao convés do navio, já estava amanhecendo. A sereiazinha, então, atirou-se no mar, no mesmo instante o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, e assim o feitiço se realizou, a Pequena Sereia virou espuma branca do mar.

A BELA E A FERA


Lançado originalmente em 1991, A BELA E A FERA tornou-se um campeão de bilheteria (o primeiro longa de animação a ultrapassar a barreira dos US$100 milhões de dólares de faturamento no seu lançamento inicial), um favorito junto aos espectadores de todo o mundo e um marco importante na história da arte da animação.

O filme foi o primeiro e único longa-metragem de animação a receber uma indicação para o Oscar® de Melhor Filme da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood e a vencer um Globo de Ouro de Melhor Comédia/Musical.
No total, o filme recebeu seis indicações ao Oscar® de 1992, vencendo as estatuetas de Melhor Canção (“Beauty and the Beast”) e de Melhor Trilha Original (composta por Alan Menken). Recebeu ainda outros prêmios da indústria fonográfica, vencendo dois Grammys.

À época de seu lançamento original, A BELA E A FERA encantou os críticos e teve um papel fundamental no renascimento do interesse pelo gênero musical. Além disso, o filme também ajudou a ressuscitar os musicais da Broadway, com a estréia de sua montagem teatral em 1994. O musical da Broadway, que incluía nova canções do compositor Alan Menken (com letras adicionais de Tim Rice), continua em cartaz até hoje, após mais de 3.000 récitas, tornando-se o 10o musical há mais tempo em cartaz na história da Broadway. O espetáculo foi indicado a nove Tonys (tendo vencido o prêmio na categoria de Melhor Figurino) e já foi apresentado em turnês por todo os Estados Unidos e em países como a Inglaterra, a Alemanha, a Espanha e o Japão.

A BELA E A FERA continua sendo até hoje uma das histórias românticas mais populares que o mundo já conheceu, um material rico que serviu de inspiração para o 30o longa-metragem de animação dos estúdios de Walt Disney. Esta fábula clássica sobre uma bela jovem e seu encontro com uma fera encantada sempre fascinou e intrigou os autores, os cineastas e as platéias. Graças ao talento e à imaginação dos artistas Disney, à sua inspirada partitura musical composta por dois vencedores do Oscar® e à contribuição de um elenco de dubladores de grande talento, esta fantasia clássica assumiu uma dimensão nova e emocionante, unicamente possível através da magia da animação.

Passado numa pequena aldeia francesa no final do século XVIII, A BELA E A FERA segue as incríveis aventuras de Bela, uma jovem atraente e inteligente que foge da rotina tediosa de sua vida provincial – e dos incansáveis galanteios de seu belo, mas brutal pretendente, Gastão – através dos livros. Quando seu pai, um inventor, vai dar no castelo de uma fera horrenda e é feito prisioneiro, Bela chega para salvá-lo e se oferece para assumir o lugar do pai. Com a ajuda dos empregados encantados do castelo – um bule de chá, um candelabro e um relógio, entre outros – ela logo passar a ver que por trás da aparência assustadora da Fera se esconde o coração e a alma de um príncipe humano. Enquanto isso, consumido pela rejeição e pelo ciúme, Gastão demonstra ter o coração de um monstro e lidera uma turba enfurecida até o castelo para a cena climática do filme.

A BELA E A FERA foi a quinta fábula clássica a ser adaptada pelos estúdios Disney na forma de um longa de animação. A tradição teve início em 1937, com Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs), baseado no famoso conto de fadas dos irmãos Grimm. Na década de 50, Walt Disney e seus animadores transformaram em grandes sucessos das telas dois clássicos franceses do escritor Charles Perrault – Cinderela (Cinderella, 1950) e A Bela Adormecida (Sleeping Beauty, 1959). Outro autor famoso de fábulas infantis, Hans Christian Andersen, forneceu a inspiração para A Pequena Sereia (The Little Mermaid), o lançamento Disney de 1989.

Transformar A BELA E A FERA num longa de animação Disney foi um enorme desafio que consumiu mais de três anos e meio de trabalho de quase 600 animadores, artistas e técnicos, sem falar em quase um milhão de desenhos e 226.000 folhas de acetato pintadas individualmente. À frente da equipe estavam o produtor Don Hahn, um veterano há 25 anos na Disney, e dois talentosos jovens diretores, Gary Trousdale e Kirk Wise, que fizeram sua estréia diretorial no filme. Este mesmo trio de cineastas reeditou sua parceria na criação de O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame, 1996) e Atlantis – O Reino Perdido (The Lost Empire, 2001). Dez supervisores de animação ficaram encarregados de dar vida a personagens específicos, com a ajuda de um grupo de talentosos animadores de personagem, arte-finalistas e outros artistas. Os animadores da divisão Disney baseada nos estúdios Disney-MGM de Lake Buena Vista, na Flórida, também contribuíram para a produção.

sábado, 22 de março de 2008

Ultraman


Ultramen são conhecidos na terra e no universo por serem os guardiões universais e por levarem uma sova daquelas e ganharem na cagada no final.

Os ultramen são conhecidos também por serem alguns dos primeiros filhos de Chuck Norris e Dercy Gonçalves. Dercy, a mãe deles, sempre achava que eles eram meio veados, por causa que não sabiam lutar e só queriam saber de paz. Um dia, quando Chuck Norris estava treinando ele sem querer explodiu o sol e o planeta dos ultras ficou no maior apagão.

Então para compensar a perda do sol, um dos ultras pediu a Chuck que ele arrancasse um de seus fios de pelo (só Chuck Norris e Deus podem arrancar o pelo do Chuck Norris) e assim feito, Chuck entregou o fio ao Ultra.

Com isso, Ultra construiu um sol artificial e colocou o fio de pelo do Chuck Norris em seu centro e assim o acionou. Depois de algum tempo, os ultras ganharam poderes como voar, lançar raios, levantar pesos inimagináveis, comer maria-mole e matar monstros gigantes.

Então eles estavam se achando os seres mais poderosos do universo e tentaram depor Chuck Norris, mas como Chuck Norris era poderoso pra dedeu, os ultras perderam em 10 minutos. Diante disso, Chuck Norris deu uns porro nos ultras e para eles serem perdoados teriam que fazer uma coisa: defender todo o universo de monstros espaciais (que são filhos imperfeitos de Chuck Norris e Dercy Gonçalves) até o fim do universo e foram prometido a eles que iriam a uma dimensão aonde Deus, Chuck Norris, Dercy Gonçalves, Zidane e Hebe Camargo ficariam eternamente após o fim do universo. Assim, começou uma cruzada (e que cruzada) contra o mal.

sexta-feira, 21 de março de 2008


Clive Staples Lewis (1898-1963) foi um homem intelectualmente incansável. Seu amigo Owen Barfield dizia que existiam três Lewis diferentes: o respeitável crítico e professor de Oxford, o autor de ficção-científica e livros para crianças, e o escritor popular e pensador cristão. Realmente Lewis atuou em muitos campos, mas seu maior sucesso de público e de crítica foi, sem dúvida, As Crônicas de Nárnia, publicadas em sete volumes entre 1950 e 1956.

Em O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa (The Lion, the Witch and the Wardrobe), primeiro volume da série, quatro crianças vão viver numa nova casa. Lá encontram um guarda-roupa que é na verdade um portal mágico para o mundo de Nárnia, uma terra povoada por animais falantes e outros seres fantásticos. O lugar é dominado por uma feiticeira e é inverno todo o tempo, mas uma profecia indica que tudo mudará quando quatro reis e rainhas sentarem nos quatro tronos do castelo de Cair Paravel. A feiticeira tenta matar as crianças para impedir a volta do verdadeiro soberano de Narnia, o magnífico leão Aslan. As aventuras sucedem-se, as crianças crescem e tornam-se adultos, mas quando retornam para o mundo real ainda são crianças, pois a passagem do tempo não é igual nos dois universos.
As novas edições de As Crônicas de Nárnia trazem os livros numa ordem diferente da que foi escrita por Lewis, e O Sobrinho do Mago (The Magician's Nephew) é geralmente a primeira história, porque explica a origem do armário mágico e narra a criação de Nárnia (na verdade, O Sobrinho do Mago foi o sexto livro da série original). As crianças Digory Kirke e Polly Plummer flagram o tio de Digory em plenos experimentos mágicos. Acabam usando anéis que os tranportam ao mundo de Charn, congelado no tempo, onde despertam a malvada rainha Jadis, que os segue até outro mundo, Nárnia. Lá ela revela ser uma feiticeira (a mesma de O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa) e o leão Aslan tem que entrar em cena para controlar a situação. No final, Digory volta para o mundo real com uma maçã mágica que curará a doença de sua mãe. Ele planta o caroço da maçã no quintal e, anos depois, quando Digory já é um velho professor, um raio derruba a macieira e a sua madeira é usada para construir um guarda-roupas. Sim, o mesmo da história anterior.
Os volumes seguintes contam várias outras aventuras nas terras de Nárnia, misturando personagens do mundo real - as crianças do primeiro episódio, que agora são reis e rainhas - com um vasto elenco de narnianos. Pela ordem atual de publicação, seguem-se O Cavalo e Seu Menino (The Horse and His Boy), Príncipe Caspian (Prince Caspian), A Viagem do Peregrino da Alvorada (The Voyage of the Dawn Treader), A Cadeira de Prata (The Silver Chair) e A Última Batalha (The Last Battle).
As Crônicas de Nárnia são, teoricamente, livros para crianças, mas muitos adultos se encantam com as fábulas narnianas. Talvez porque por trás delas esteja uma base com séculos de história, nada menos que a Bíblia dos cristãos. Lewis, religioso fervoroso, usou a série (particularmente O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa e O Sobrinho do Mago) para apresentar de forma palatável às crianças alguns episódios bíblicos. Felizmente, conseguiu dar uma roupagem atraente ao conjunto e, o mais importante, não ficou preso às tramas bíblicas em todos os livros. Mas a catequese subliminar aparece com força em muitos deles.
O leão Aslan surge sempre como uma figura sagrada. Em O Sobrinho do Mago, temos um Gênesis narniano, a descrição de como o mundo de Nárnia foi criado, com Aslan no papel de criador. O paralelo com o Gênesis cristão é óbvio, ainda que as correspondências alegóricas não sejam exatamente as mesmas. Em vez de criar a luz e depois a terra, como na Bíblia, em Nárnia o solo precede a luz, por exemplo. Mas ainda que a ordem seja diferente, os resultados são os mesmos, com a criação dos animais a partir da terra e o sopro de vida que os anima saindo da boca do leão. E neste paraíso narniano, as crianças Digory e Polly são ao mesmo tempo espectadores (a narrativa é feita a partir do seu ponto de vista) e participantes (Digory é explicitamente chamado de "filho de Adão" por Aslan). Não poderia faltar, é claro, a famosa maçã, que em O Sobrinho do Mago serve de ponto de partida (semente / árvore / armário) para a abertura de Nárnia a outros personagens.
As referências bíblicas são inúmeras e podem ser encontradas em todos os livros da série (existe mesmo uma teoria afirmando que cada uma das histórias seria um estudo sobre um dos sete pecados capitais). Em O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa, a ação passa do Velho Testamento (Gênesis) para o Novo Testamento, com Aslan no papel principal de salvador de Nárnia. Como Jesus Cristo, ele tem poderes de cura e palavras de amor ao próximo. As crianças são seus apóstolos, com o pequeno Edmund encarnando o traidor Judas. Tentado pela bruxa através da gula (e com o atenuante de ser vítima de doces encantados), ele acaba sendo instrumento fundamental para a execução de Aslan, que, biblicamente, o perdoa. E após uma morte cerimonial, com direito a via crucis, o leão sagrado ressuscita fechando e confirmando todo o círculo alegórico.
O grande mérito de Lewis foi transformar temas potencialmente desinteressantes para crianças em aventuras agradáveis, e não ficar preso aos conceitos iniciais. Na verdade, os melhores livros da série são os que contêm menos correspondências religiosas (apesar de nenhum deles estar livre delas), como por exemplo O Cavalo e Seu Menino. O importante ao ler ou ao recomendar As Crônicas de Nárnia é lembrar que não se trata simplesmente de inocentes histórias infantis, mas de uma forte catequese subliminar.

quarta-feira, 19 de março de 2008


Shurato é inspriado na mitologia do budismo-hindú, resgatando um pouco o começo das histórias no Japão, que eram inspiradas em lendas. Esse anime com heróis e armaduras, conquistou o público brasileiro aproveitando a rabeira de Saint Seya. O budismo hindú divide o universo em 6 mundos: Mundo dos Devas, dos Ashuras, dos Homens, dos Animais, dos Pretas e dos Niraya. Esses mundos são parecidos com os 6 infernos de Shaka ( lembra quando ele aplicou o Sei San-sahra em Ikki), os 6 infernos de Shaka foram baseados nessa divisão universal feita pela budismo-hindú.
Em Shurato existem 3 divindades que controlam os 8 Guardiões.Shiva - Deus inocente ou da transformação. Tem um 3º olho, longos cabelos e uma serpente que simboliza sabedoria ou Kundalini ( uma energia adormecida no interior de todo ser humano). Com o 3º olho fechado Shiva é o protetor dos inocentes e, quando o abre, se torna Sankhara, o Destruidor. Ele não é um deus do mal, pois como a força da natureza destrói o velho para que o novo possa nascer, ao mesmo tempo é o destruidor e o criador . Em Shurato é o mal incarnado.Brahma - Deus criador .Divindade príncipal na mitologia, acredita-se que tudo se originou dele da natureza ao ser humano. Em Shurato, ele morreu na batalha Celestial entre o Mundo Celestial e os Devas, que ocorreu 10.000 anos atrás.Vishnu - é o Deus protetor do universo, que se manifesta numa forma masculina . Mas ele representa a compaixão infinita. Quando o budismo foi para a China, o nome . Este arquétipo de compaixão recebeu dos chineses e dos japoneses o corpo de uma mulher. No anime Vishnu tem a versão japonesa , por isso é uma mulher.Indra - Pai dos deuses menores. Senhor do clima e do trovão . Na série ele é o segundo em comando depois de Vishnu e o pivô da trama.
Hachibushus - São os oito guardiões búdicos , protegem o mundo Celestial e mantém a harmonia no universo. É o nome dado aos 8 deuses menores que, no anime, são a guarda de elite de Vishnu e a proteção do mundo celestial e por conseqüência da Terra, já que esta é um reflexo de tudo o que acontece no mundo Celestial. Então se o mundo celestial for destruído...

A História de Shurato.
Shurato foi produzido em 91 para pegar a rabeira de Cavaleiros do Zodíaco. Mas Shurato possui roteiro melhor e enrola menos, não têm lutas que demoram 4 capítulos. Shurato Hidaka e Gai Kurawa, são dois praticantes de artes marciais e excelentes amigos desde crianças, os dois estão lutando num torneio em sua escola na terra e derrepente somem. Shurato acorda no mundo celestial e Gai seu melhor amigo tenta matá -lo . Leiga o Rei Karla , impede a luta dos dois . Shurato e Gai são levados até a presença de Vishnu e descobrem que são o Rei Yaksha ( Gai ) e o rei Shura ( Shurato ). Indra conspira com Gai e transforma Vishnu em pedra Hyuga o Rei celestial e também guardião de confiança de Vishnu, vê a traição de Indra . Shurato vê também a cena . Os dois são acusados de traição . Indra diz que Shurato e Hyuga transformaram Vishnu em pedra e manda os outros Reis atrás deles. Depois de várias lutas os guadiões se separam em dois grupos : O grupo de Shurato, Com Hyuga , Ryuma e Leiga e o grupo de Gai com Lengue , Dan e Keynia. O resto da história ... alugue , tem a série toda em 5 fitas de vídeo nas locadoras.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Superman


A história do Superman começa com a destruição do planeta Krypton. Seu pai Jor-El, em um último ato desesperado, construiu um foguete a fim de abrigar seu único filho (Kal-El) e salvá-lo do destino iminente de todos os kryptonianos. O planeta escolhido por Jor-El para adotar seu filho foi a Terra, um mundo muito atrasado tecnologicamente em relação a Krypton, mas com uma particularidade: como kryptoniano, Kal-El, se exposto aos raios de um sol amarelo (o tipo de sol que banha a Terra), ganha poderes fantásticos, como força quase ilimitada, invulnerabilidade, capacidade de voar a enorme velocidade, visão de calor, super-sentidos, etc. Calculando isso, Jor-El supôs que o seu filho seria provavelmente um dos seres mais poderosos que já existiu. Assim sendo, Jor-El enviou seu filho em estado embrionário para o planeta Terra. A pergunta: por que outros kryptonianos não fizeram o mesmo, abandonando Krypton? Devido a uma herança genética, todos os habitantes daquele planeta estavam profundamente ligados ao mesmo, sendo que ninguém poderia deixá-lo. Alguns até tentaram, mas morreram pouco depois devido a essa herança. Menos Kal-El, cujos genes foram alterados por seu pai. O interessante é que o responsável por essa herança genética foi justamente um antepassado de Kal-El.

Vários anos após a explosão de Krypton, opequeno foguete aterrissou nos EUA, em Kansas, Pequenópolis, onde foi encontrado por Jonathan e Martha Kent. O pequeno Kal-El foi batizado na Terra como Clark Kent. No princípio, o casal pensou que Clark fosse uma criança normal, mas eles perceberam que, na medida em que o garoto ia crescendo, seus poderes começavam a surgir. Vale lembrar que no filme "Superman: O Filme", o Super já tinha poderes desde criança, diferente dos quadrinhos, onde Clark só descobriu seus poderes quando já era adolescente, e só os teve em sua totalidade quando adulto.

Para aprender mais sobre os humanos e sobre si mesmo, Clark, aos dezoito anos, deixou seus pais para fazer uma peregrinação pelo mundo. Foi nessa época que ele conheceu o Buthran, tão comentado nas histórias.

Anos depois, Clark ingressou na faculdade, onde cursou jornalismo. Formado, mudou-se para Metrópolis, que, no universo DC (DC é o nome da editora que é dona da marca Superman, além de Batman, Mulher-Maravilha, etc), é uma das maiores cidades do mundo. Foi durante o lançamento de um ônibus espacial que ele estreou como Superman (sem uniforme, à paisana); por coincidência, Lois Lane, famosa repórter do maior jornal de Metrópolis, o Planeta Diário, estava a bordo. Clark evitou que o ônibus espacial se espatifasse na cidade, mas ficou assustado com o assédio dado a ele após o salvamento. Foi aí que ele percebeu definitivamente que seria impossível manter uma vida normal sendo somente Clark Kent. A solução encontrada foi adotar uma identidade secreta, mantendo Clark Kent como o alter-ego sem super-poderes. Com a ajuda de seus pais, Clark confeccionou um uniforme, curiosamente sem máscara. Seria uma boa maneira de não despertar dúvidas sobre uma identidade secreta (mas, cá entre nós, só uma besta completa não perceberia a semelhança... a desculpa para diferença entre Clark Kent e o Super Homem seriam os óculos e atitude extremamente tímida de Clark, mas não cola muito.).

Daí, foi um pulo para o Clark virar repórter do Planeta: ele conseguiu o emprego graças a uma suposta entrevista exclusiva com o Superman (ou seja, com ele mesmo!), deixando para trás Lois Lane, surgindo daí uma grande rixa entre os dois; com o tempo, porém, a rixa se transformou em uma grande amizade, que daria inclusive em casamento, depois de alguns anos. Apesar dos super-poderes, Clark é um excelente repórter, premiado diversas vezes. Também é autor de romances, com alguns livros de sucesso publicados.

O Superman foi o primeiro de uma série de novos heróis do universo DC pós-Crise nas Infinitas Terras que surgiram na Terra. A partir daí a vida do Super foi lutas atrás de lutas, com inúmeros inimigos, alguns poderosíssimos, como Brainiac, Bizarro e o Ciborgue, outros geniais, como Lex Luthor, e até semi-deuses, como Dominus, que surgiu há pouco tempo nas revistas.

Dos eventos do Superman, eu acho que vale a pena lembrar da épica batalha com o quase invencível Apocalypse, o mais poderoso inimigo que o Super já enfrentou, que resultou inclusive na suposta morte do herói. Essa história foi uma grande jogada de marketing da DC, que alavancou as vendas das revistas do herói, sendo que a revista com a morte até hoje é, se não me engano, a segunda mais vendida de todos os tempo, isso sem contar as seqüências com a ressurreição, que venderam muito bem, a exemplo da morte.

Também vale citar o namoro e casamento com Lois Lane, depois de anos e anos de enrolação e mais enrolação. Nos quadrinhos, geralmente não é boa idéia casar um super-herói, vamos ver o que vai acontecer nos próximos anos com o Super. Dizem que o casamento do herói só saiu devido ao seriado que passava na TV, mas, de qualquer forma, o seriado acabou e o casamento continua.
Outra coisa interessante que ocorreu com o Super Homem foi a mudança radical dos super-poderes para poderes energéticos, onde o herói se transformou em um ser de energia. A fase durou mais ou menos 1 ano, até uma pesquisa feita pela DC, onde a maioria dos leitores reprovou a mudança, fazendo o Super Homem voltar à antiga forma. Uma crítica em relação aos leitores do Superman é a aversão a novidades no personagem. Bem, sou a favor de um reestilização no uniforme, mas tanta novidade realmente me parece exagerado.